Caio, pés 43 - parte 3

Leia a Parte 1 e a Parte 2

Julho de 2013

Eu estava jogado no sofá, meio sonolento depois de uma longa e cansativa segunda-feira, quando recebi um telefonema do meu pai.
Meu pai não é de fazer ligações, só liga para alguém quando é realmente necessário e costuma ser sempre muito objetivo. Por isso estranhei quando ouvi sua voz. E tudo ficou mais estranho quando percebi que ele estava fazendo rodeios para chegar onde queria na conversa.
E olha, mais estranho ainda quando ele chegou lá.

— Antônio, você lembra do filho do Miguel, né? Aquele que foi jogador de futebol, que era amigo do seu irmão na escola.
— Filho de quem?
— Do Miguel, meu filho. O menino dele que vivia por aqui, acho que era amigo do seu irmão.
— O Caio? O Caio foi meu amigo, pai. Meu melhor amigo.
— Ah, sim. Sabia que era amigo de um de vocês. Então, parece que ele agora é professor, treinador, uma coisa assim. Ele mora fora, mas vem pra cá essa semana.
— Hum? — Neste ponto da conversa eu já não conseguia mais raciocinar direito.
— Pra cá não. Ele vai para aí. Vai conhecer uns jovens jogadores, fazer uma seleção, algo assim. E vai ficar nesse hotel aí perto de você, eu não lembro o nome agora.
— Sei.
— Então, como você vem pra cá na sexta, eu disse pro Miguel que o rapaz poderia aproveitar e pegar carona com você. Não tem problema, né? Fiz o compromisso sem falar com você, imaginei que não fosse ter problema, por saber que ele foi amigo de vocês na escola...

Fiquei sem reação, mudo por alguns segundos e, enquanto meu pai se desenrolava do outro lado da linha, mil coisas passavam pela minha cabeça.
Na hora até imaginei que ele poderia saber do envolvimento que tive com o Caio, quando éramos adolescentes, e por isso estava tão sem jeito para me falar sobre a carona.

— Tranquilo! — Foi tudo o que consegui falar.
— Vou dar o seu numero pro Miguel passar pra ele te ligar então.
— Ok, pai.

Desliguei o telefone sem saber o que estava sentindo direito, fazia um bom tempo que não ouvia o nome do Caio e foi bem estranho.
Continue no sofá por mais meia hora. Olhando para o teto, pensando no meu pai, no Caio, no tempo que passou e nesse reencontro.

Terça-feira

Dormi mal pra caramba e acordei bem antes do despertador tocar. Eu estava ansioso, excitado, confuso... Sei lá. Saber que ele estava chegando mexeu comigo.
No fundo eu estava feliz com a oportunidade desse reencontro, pois mesmo distante, eu ainda sentia um carinho especial pelo Caio e por tudo que vivemos juntos. Mas também estava tenso, afinal há muito tempo não tinha noticias dele. Não sabia o que esperar.

Durante o dia consegui me distrair com outros assuntos e outras pessoas. Fui para o trabalho e no fim da tarde para a academia.
Na academia, depois dos exercícios, lembro que fiquei conversando com um amigo que fiz por lá nos últimos anos. Um cara bem atraente. Alto, bem mais alto que eu, 29 anos, moreno, tem umas pernas bonitas e pés grandes. Confesso que me aproximei dele por conta dos seus pés. Lembro bem da primeira vez que reparei, ele estava tirando os tênis no vestiário... Um tênis de cada vez, uma meia de cada vez... Pé esquerdo e depois o direito. Fiquei hipnotizado! Tênis preto, meias dessas soquetes na cor branca e aqueles pés grandes, marcados pelo tênis... Um tesão! Fiquei logo excitado e muito interessado. Meu interesse foi tanto que puxei conversa com ele no mesmo instante, coisa que não costumo fazer.
Deste dia pra cá conversamos quase todos os dias, fazemos exercícios juntos e às vezes lanchamos juntos também. Mas nunca rolou nada, o cara tem namorada e tal.
Ele costuma sair da academia calçando umas Havaianas bem usadas (branca com tiras pretas), fico perturbado só de olhar para aqueles pés lindos e me controlo pra não deixar transparecer todo o meu interesse.

Nesta terça-feira ficamos conversando por uns minutos no vestiário, eu estava saindo e ele estava chegando. No meio do papo recebi uma ligação de um numero desconhecido, mas o papo estava tão bom que silenciei a chamada.
A conversa me descontraiu, esqueci os problemas do trabalho e nem me preocupava mais em reencontrar o Caio. Estava tranquilo.
Da academia passei em um supermercado e depois fui para casa.

Chegando em casa tomei logo um banho, coloquei uma música pra tocar e comecei a preparar algo pra comer. Foi quando o meu celular tocou e novamente, era o numero desconhecido. Corri para diminuir o volume da música e atendi a ligação.
Como resposta ao meu Alô? ouvi Oi, guri! e percebi que estava falando com o Caio.
A minha reação foi sorrir, de nervoso talvez, eu não tinha me atentado para o fato de que ele iria me ligar.

— Oi, Caio! — Respirei fundo e controlei o sorriso bobo que estava brotando no meu rosto.
— Olha só, reconhece minha voz!
— A voz eu não sei, mas só uma pessoa no mundo poderia me chamar de guri até hoje.
— Ah, sabia que se não fosse pela voz seria pelo "guri".

Eu fiquei muito sem graça, mas tentei disfarçar e seguir com a conversa da forma mais causal possível.
Perguntei como ele estava e coisas do tipo. Ele me disse que estava bem, que havia chegado ao hotel naquela tarde e a conversa fluiu da melhor maneira possível.
Mas ainda existia certa tensão no ar. Ao menos para mim.
Ele só parecia estar um pouco desconfortável com a carona.

— Não é tão longe, posso alugar um carro ou ir de ônibus. Não quero te incomodar ou dar trabalho, Nino.
— Fique tranquilo. Já estou com essa viagem marcada há mais de um mês e te levar junto jamais seria um incomodo.
— Bom, se você diz, então acredito. Quando você vai pra lá?
— Se estiver ok para você, podemos sair na sexta de tarde. Pode ser?
— Claro. Meu ultimo compromisso aqui é na quinta, depois estou livre.
— Ótimo então!

Conversamos por mais alguns minutos e finalizamos a chamada. Foi estranho, porem mais tranquilo do que eu esperava. Não falamos sobre o passado, mas de certa forma eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, isso viria à tona.

Quarta-feira

Eu estava almoçando quando recebi uma mensagem do Caio.
“Quero te encontrar antes de sexta-feira, é possível?”
Respondi que sim e perguntei se ele queria conhecer a cidade, algum lugar turístico talvez.
“Não, prefiro algo mais sossegado. Podemos jantar amanha? Ouvi dizer que o restaurante aqui ao lado do hotel é muito bom.”
A ideia de jantar com ele era tentadora. Topei.
Combinamos tudo por mensagens e eu passei o resto do dia sofrendo de ansiedade, claro.

Quinta-feira

Cheguei ao restaurante no horário marcado e ele já estava lá, reconheci seu sorriso de longe. Sorriso radiante. Não resisti e comecei a sorrir também, antes mesmo de chegar à mesa. Ele estava sentado, mas logo levantou. Vestia uma calça jeans preta, camisa branca e um tênis preto. Continuava muito bonito, pra ser sincero, mais bonito do que eu lembrava.

— Finalmente, Nino! — Seu sorriso era hipnotizante. Ele parecia estar muito feliz.
— Finalmente? Eu não me atrasei. Atrasei?
— Não, você não atrasou. Eu que cheguei bem antes e estava ansioso para te reencontrar. Quanto tempo, hein? 
— Verdade! Muito tempo. — Não consegui formular uma frase decente.

Ele sorriu e me envolveu em um abraço forte e acolhedor. Tão bom. Um dos melhores que já recebi.
Sentamos um de frente para o outro, em uma mesa pequena e um tanto afastados das outras pessoas. Como na adolescência, ele soube como me deixar à vontade. A conversa estava boa, o restaurante era muito bonito e a comida estava muito saborosa. As horas passaram voando.
Falamos tranquilamente sobre nossas vidas hoje em dia, sobre nossas famílias, sobre amigos em comum e carreira profissional. Ele estava feliz com o trabalho, me contou que já era tio de 2 meninos e outras curiosidades do tipo. Eu fiz o mesmo, resumi os últimos anos da minha vida pra ele. Foi divertido.

— E você esta solteiro, guri?
— Sim. Faz um tempinho. 
— Ah, sim. Fiquei com receio de te chamar pra jantar. Não sabia se estava namorando e se teria algum problema por eu ser um ex.

Pronto, neste momento senti o passado chegando na conversa e fiquei um pouco tenso.

— Não, não. Estou solteiro e mesmo se tivesse namorando não acho que esse jantar seria um problema. Traria meu namorado pra te conhecer, você é mais do que um ex. — Sorri pra descontrair a conversa.
— Namorado? — ele ficou uns segundos me olhando, calado — Acredita que eu imaginava, lá atrás, que seria seu único namorado? E você o meu. Quando tudo acabou imaginei que você fosse casar com uma mulher e ter filhos. Imaginei isso para mim também.
— E não foi bem assim que aconteceu, né?
— Não.

Ele ficou serio. Não tirava o olhar de mim, mas estava um pouco distante.
Falar da relação que tivemos, dos sentimentos e frustrações poderia ser um caminho perigoso. Achei melhor mudar de assunto.
Falamos de futebol. Dos campeonatos nacionais, do estadual, dos jovens talentos... E a tensão foi embora aos poucos.

Ele estava com as pernas abertas e esticadas através da mesa. Ou seja, seus pés estavam quase ao lado dos meus. No momento em que percebi isso mais lembranças sugiram em minha mente. Essas, devo dizer, me deixaram excitado na hora.
Entrei em uma onda de lembranças sobre como seus pés eram gostosos de chupar, ali mesmo na mesa, enquanto ele falava sobre o Grêmio.
Fiquei louco de tesão, meu pau estava explodindo dentro da calça. Assistia os movimentos dos seus lábios buscando ouvir uma velha frase... “Beija meus pés, Nino. Eu sei que você quer!”. Eu estava entregue e ele nem imaginava.
Fui ao banheiro, lavei as mãos, pensei em outras coisas e voltei para a mesa.
Não tinha pra onde correr, por mais que eu evitasse, o passado estava mais presente do que qualquer outra coisa naquela noite.

Terminamos o jantar e na saída ele quis me acompanhar até em casa. Queria conhecer o caminho que faria no dia seguinte (o dia da viajem).
Caminhamos por dois quarteirões, estava uma noite agradável, o céu limpo e o clima bom pra andar... Tão bom que quando percebi já estávamos na frente do prédio onde moro.
Ficamos conversando um pouco lá na frente e como o papo ainda rendia, convidei o Caio para subir.

Entramos no elevador e ele me deu um abraço. Forte, inesperado, meio desesperado talvez. Fiquei surpreso, claro, mas retribui o carinho.

— Desculpe, precisava te abraçar. É estranho te ver depois de tanto tempo e agora que ficamos a sós, eu não me contive.

Sorri para ele e a porta do elevador abriu.
Entramos, mostrei para ele um pouco do apartamento, peguei algumas cervejas e continuamos conversando na sala.
Falávamos sobre alguns colegas que jogaram futebol com o Caio na época da escola e no meio disso, sem mais nem menos, ele fez uma interrupção.

— Você ainda curte pés de homens? 

Assim, sem rodeios, direto ao ponto. Aproximou-se de mim no sofá e olhando para os meus olhos fez essa pergunta.
Caio e o seu jeito imprevisível de sempre. Eu costumava amar o fato dele ser assim. 

— Sim, sim. — Afirmei com coragem, encarando seu olhar.
— É, eu imaginei. Nunca esqueci como tudo começou pra nos dois. Nunca esqueci como você gostava dos meus pés. E nunca esqueci como eu gostava de te ter aos meus pés.
— Eu não esqueci também.
— Me segurei a noite toda, evitei falar do que vivemos, mas é quase impossível pra mim não lembrar. Ainda mais agora, aqui, com você de frente pra mim.
— E eu achando que isso só estava acontecendo comigo. — Sorri.
— Bobinho. Sempre lembro de você, da nossa amizade, do nosso namoro. Nunca vivi nada parecido, nada tão intenso. Nunca encontrei, por exemplo, alguém que curtisse meus pés. Nem mulher, nem homem. Nos meus últimos relacionamentos os meus pés não eram nada. — Ele me olhou com vontade de rir. E riu. Rimos, na verdade.
— Ah, tadinho. Imagino como foi difícil para você.
— Fique fazendo pouco caso. Duvido que tenha encontrado um pezão 43 melhor que o meu.
— Não. Não encontrei mesmo. — Parei de rir e por um momento olhei para seus pés, calçados com tênis.

Que tensão! Que tesão! O clima estava muito bom. Eu tinha medo de que focássemos nas dificuldades que tivemos lá atrás, mas não foi esse o caminho. Estávamos falando do que mais nos dava prazer e eu estava louco para tirar aqueles tênis e pegar nos pés do Caio mais uma vez.
Mas, como sou meio(?) idiota, me contive e fui buscar mais algumas garrafinhas de cerveja na cozinha. Quando voltei ele puxou outro assunto.
Bebemos, rimos e falamos por mais algumas horas. Só que ficou bem tarde, já era mais de uma hora da manhã. Me prontifiquei e disse que o levaria no hotel de carro, pois voltar andando naquele horário poderia ser perigoso. Ele não quis, disse que não queria me dar trabalho. Insistiu em ir andando, rejeitou até o taxi. 
Diante disso, pedi que ele ficasse pra dormir.

 — Tenho um quarto de hospedes, você dorme aqui. Já bebeu demais pra sair andando por aí. Está muito tarde, Caio. E amanhã você não tem mais compromissos mesmo.
— Será?
— Sim. Está decidido! Você definitivamente não é um estranho, não aja como se fosse um. 
— Quando você ficou tão resolvido assim? — Ele me encarava com um olhar curioso.

Eu nem respondi mais nada, deixei o Caio na sala vendo TV e fui arrumar o quarto para ele dormir.
Ao voltar para sala tive uma visão que me deixou sem reação. Fiquei parado na porta do quarto, só observando. E com o olhar fixo eu permaneci por alguns segundos. 
Os pés do Caio! Eu conseguia até ouvir uma voz dentro da minha cabeça sussurrando isso.
E lá estava ele, meio sonolento já, vendo algo na TV, nem me notou.
O Caio havia tirado os tênis, as meias e puxado a barra da calça jeans até a metade da panturrilha, estava deitado sobre o tapete felpudo do chão da minha sala. Seus pés descalços estavam em cima de duas almofadas. Sim, assim, em destaque! Aqueles pés grandes com as solas aparentemente bem macias. 
Fiquei excitado e naquele instante desejei mais do que tudo poder tocar naqueles pés largos, sentir o cheiro e o gosto. Que visão instigante!
Eu estava perturbado com meu desejo, admirado a beleza dos pés do Caio e com medo de que ele me flagrasse.
Voltei a raciocinar direito e entrei na sala. Sorri e disse que estava tudo cetro no quarto. Ele sorriu de volta e comentou algo sobre o programa de entrevistas que passava na TV. Sentei no sofá para assistir um pouco. O Caio sentou também, no tapete, encostando suas costas no sofá em que eu estava.
Eu fiquei com a visão perfeita da parte de cima dos seus pés. Aqueles dedões que eu já havia chupado tanto. Meu olhar teimoso sempre mirando no tapete e seguindo para os pezões do Caio que, com os movimentos das pernas, afundavam-se no meio do tapete. Ele ainda chegou a comentar que o tapete era muito fofo, felpudo e bom de deitar (estava me provocando?). Falou isso esfregando os pés descalços no tapete, entrelaçando os dedos e me deixando muito excitado (sim, só podia estar me provocando!). O jeito foi respirar fundo e tentar prestar atenção na TV.

Depois de algum tempo resolvi tomar banho. Ele permaneceu onde estava, assistindo TV e bebendo.
Durante todo o banho tentei não me masturbar, mas foi difícil. Tomei banho de pau duro. A imagem daqueles pés estava nítida em minha mente e eles estavam ali, na minha sala. Que tesão!
Demorei mais que o planejado no banho, e ainda fui dar uma geral rápida no meu quarto, quando retornei para sala o Caio estava deitado novamente no tapete, usando as almofadas como apoio para os seus grandes pés (para minha perturbação).
Sorri e perguntei se ele estava com fome (eu estava, afinal jantamos cedo naquela noite). Ele tentou sentar novamente, foi quando percebi que ele já havia bebido demais, estava meio tonto. Envergonhado, disse que não tinha o costume de beber e quando bebe fica logo tonto.
Rindo da situação, pedi que ele ficasse deitado mesmo e fui fazer algo pra comer.
Como as pernas dele estavam no meio do caminho, fechando a passagem, eu tive que passar por cima delas e no meu nervosismo acabei encostando um dos meus pés em sua panturrilha.
Ok, pode não ter sido grande coisa, mas em mim aquele toque desencadeou um arrepio por todo o corpo. Que sensação!
Sentir os pelos da sua panturrilha em meus pés, por mais rápido que tenha sido, foi bom.
Voltei pouco tempo depois, ele já estava dormindo. Resolvi acorda-lo para saber se ele iria comer ou se queria ir dormir na cama. Não resisti e sem pensar duas vezes me agachei próximo às almofadas, onde seus pés descansavam, e peguei em seu pé direito. A ideia era fazer isso para que ele acordasse. Toquei, balançando um pouco aquele pezão e o chamei pelo nome. Ele não reagiu. Então fui além, passei a palma da minha mão na sola. E que saudade eu estava de tocar aquela sola! Continuava linda demais. Estava um pouco vermelha, quente e macia. Subi e desci a palma da minha mão pela sola e chamei seu nome novamente. Nada. Pensei em parar, eu estava muito excitado com tudo aquilo, poderia fazer algo e me arrepender depois, fora um possível constrangimento.
Mas antes fiz minha ultima tentativa, quis sacanear e peguei uma garrafinha de cerveja que estava ao lado dele com o casco molhado (e gelado!) e passei na sola do seu pés esquerdo.
Ele acordou na hora e eu comecei a rir. Disse que estava tentando acorda-lo, mas nada funcionava, então tive que apelar para a garrafinha gelada! Ele disse que ainda estava tonto e, sorrindo, reclamou da garrafinha gelada.
Olhei bem para a sola e lá estavam as gotas d'água rolando, molhando e sumindo. Não aguentei, passei minha mão pela sola e ele me lançou o olhar mais safado do mundo. Eu, sem graça, só conseguir dizer “pronto, tá quase seco agora”.

Levantei e o chamei pra comer. Ele agradeceu, mas disse que a bebida havia tirado sua fome e que, se eu não me importasse, iria dormir. E assim caminhou para o quarto de visitas.
Eu fui comer e depois para minha cama tentar dormir. Como eu estava bem cansado, não demorei a pegar no sono.

Sexta-feira

Acordei mais cedo que de costume, estava agitado com um sonho que tive. Na verdade lembrava pouco do sonho (hoje menos ainda), mas as lembranças que eu tinha já eram suficientes para me deixar inquieto naquela manhã.
No sonho eu estava tomando banho, lembro que era no banheiro da casa dos meus pais e que quando eu terminava, e já estava me secando, o Caio abria a porta do banheiro. Eu me enrolava em uma toalha branca e ele perguntava se poderia entrar rapidinho só para lavar os pés que estavam sujos de areia da praia (Detalhe: na cidade em que meus pais moram não tem praia! haha Sonhos!). Eu disse que sim, saindo do box e dando espaço pra ele entrar. Foi quando, brincando, eu perguntei se ele precisava de ajuda. Ele disse “Demorou. Já molhei, pode começar ensaboando” e me entregou o sabonete.
Fiquei surpreso e devolvi o sabonete, rindo meio sem graça. Ele então perguntou se eu não estava mesmo a fim de ajudar a ensaboar seus pés e sorrindo me entregou novamente o sabonete. Não hesitei mais, entrei no box, me agachei, puxei um dos seus pés e comecei a ensaboar.

Sei que foi só um sonho, mas foi muito bom. Eu ensaboava cada parte daqueles pezões, passando meus dedos entre os dedões, massageando a sola... Só de lembrar fico excitado. Hoje lembro muito pouco do que aconteceu depois do “ensaboamento”. Mas sei que também enxuguei os pés do Caio.

Voltando para aquela manhã de sexta-feira... Depois de ficar um tempo na cama, deitado, pensando no sonho que tive e esperando minha ereção passar, resolvi levantar.
Para minha surpresa o Caio já estava acordado, sentando no sofá, mexendo em seu celular. 
Estava sem camisa, só de calça e seus pés descalços estavam no chão. 
Dei  “bom dia” e ele respondeu com um “bom dia” bem animado. Ficamos olhando um para o outro por alguns segundos. Climão logo cedo! Eu tinha imagens do sonho na cabeça, ele... Bom, só descobri o que ele estava pensando um pouco depois.

Fiz café, providenciei algo para comer e arrumei a mesa.
Comemos, conversamos e comentamos algumas noticias do telejornal. Tudo bem tranquilo. Parecia que estávamos acostumados a acordar e tomar café juntos todos os dias.

— Muito bom o seu café, Nino. Tá prendado. Guri pra casar. — Disse isso e sorrio para mim.
— Eu me viro bem na cozinha, tá pensando o que?
— Nada. Falo serio. Muito bom mesmo.
— Que bom que gostou. — Sorri meio sem graça.
— Ah, obrigado por aceitar jantar comigo ontem, foi muito bom. E também por me deixar dormir aqui essa noite. — ele segurou a minha mão esquerda e começou a me fitar — Obrigado por tudo. Você sempre foi muito gentil, dedicado e amigo.
— Imagina, Caio. Não precisa agradecer.

Ele sorriu e com sua mão acariciou a minha. Eu retribuí o carinho. Ele se aproximou e com as duas mãos segurou o meu rosto. Senti seus polegares acariciarem minhas bochechas e os outros dedos espalhados, entre meus cabelos e orelhas. Seu olhar estava serio e sua boca próxima a minha. Um dos polegares parou em meus lábios. 

— Ainda sou louco por sua boca, sabia? Acho que o tanto quanto você ainda é por meus pés.

Com o polegar ele abriu minha boca e depois me beijou.
Tesão. Não tem outra palavra. Fiquei louco de tesão no mesmo instante. Ritmo perfeito, língua, lábios, gosto... Que delicia. Que saudade.
Ele soltou meu rosto, fez um carinho em meus cabelos e continuou com seu olhar serio. Mas não era um olhar serio ruim, era bom, focado. Havia desejo no olhar.

— Você vai trabalhar que horas hoje, Nino?
— Preciso ir à empresa só para resolver algumas pendencias agora de manhã.
— Hum. E eu preciso ir fazer o check-out no hotel. Mas podemos sair daqui à uma hora. Não podemos? — Sua voz estava maliciosa. 
— Podemos. Por quê?
— Quando te vi, há pouco na sala, lembrei da primeira vez que dormimos juntos e de como foi bom. Lembra disso? Nos dois na sua cama de solteiro, no seu antigo quarto, lá casa dos seus pais.  
— Sim.
— Lembra como foi bom? Eu lembrei e desde então fiquei doido pra fazer tudo com você novamente, ali mesmo na sala. Mas você veio fazer o café e eu tentei esquecer, deixar pra lá. “Não somos mais os mesmos” eu pensei. Mas aqui, na mesa, olhando em seus olhos, eu sei que a vida pode ter levado cada um pra um lado diferente, mas você ainda me deixa doido e eu sei que, de alguma forma, ainda mexo com você. E não adianta fazer cara de que não tá entendendo. Já reparou nos meus pés que eu sei. Ainda conheço você, guri. Sei que a primeira coisa que fez ao sair do quarto hoje foi observar que eu estava descalço, não foi? Você ainda não aprendeu a se esconder de mim.

O poder de suas palavras sobre mim era enorme. Eu estava totalmente envolvido. E pra finalizar, ele, que estava do outro lado da mesa, encostou seus pés nos meus e foi subindo com eles até o meu colo.

— Pega. Me diz se estão muito diferentes de como costumavam ser. 

Não pensei em mais nada e peguei em seus pés. Uma mão em cada pé.
Como ele havia andado descalço pelo apartamento, em suas solas havia um pouco de poeira do chão, quase nada. Passei minhas mãos e com alguns tapinhas removi a poeira. 

— São os mesmo. Largos, grandes, macios, dedos perfeitos. Não vejo nada muito diferente
— É. Só a poeira do chão do seu apartamento. — Ele sorriu finalmente! — Obrigado por limpa-los. Não foi da melhor maneira, mas já esta valendo.
— E qual seria a melhor maneira? — Perguntei com medo da resposta.
— Com água! Não se preocupe, eu sei que você não passaria a língua pra tirar a poeira do meu pé.
— Mas agora já não tem mais poeira. — Provoquei.
— É, não tem.

O clima estava bom, ele me olhava com aquele olhar safado que me deixava entregue e eu desejava mais do que nunca beijar seus pés.
Mas, como nem tudo acontece na hora que a gente quer... Meu celular tocou.

Era a minha mãe. Queria saber se estava tudo certo para viagem, se eu estava levando tudo o havia me solicitado e blábláblá.
O Caio tirou os pés do meu colo, terminou seu café e saiu da cozinha.
Quando finalmente consegui desligar a chamada da minha mãe, fui até o quarto de hospedes e ele estava lá. Deitado.

— Vem cá, senta um pouco aqui. — Ele bateu a mão na cama, mostrando onde eu deveria sentar (ao lado da sua barriga).
— Era minha mãe.
— Sim, percebi. Sua mãe sempre protetora, preocupada. Continua a mesma.
— Verdade. 
— Ela sempre gostou de mim. — Ele sorriu convencido. — Já seu pai... Bom, esse nunca foi muito com a minha cara. Até estranhei quando meu pai disse que ele sugeriu a carona. 
— Meu pai sempre foi muito fechado mesmo. Confesso que também achei estranho essa historia da carona ter partido dele. Acredita que ele até me ligou na segunda pra falar disso?

Ele não respondeu mais nada. Sentou na cama e colocou suas pernas em meu colo.

— Essa calça esta me matando, sabia? Você nem pra me oferecer um short pra dormir. Maldade.
— Poxa, verdade! Desculpe. Eu não me toquei.
— Relaxa, estou te zoando. Fui dormir tão tonto que não me importei com nada. 
— Posso? — Apontei para seus pés.
— Olha só, quem aprendeu a pedir?
— Vai ficar debochando, agora?
— Pega, nervosinho.

Mas quem disse que eu pedia permissão para pegar? Eu queria beijar, cheirar, lamber e sentir aqueles pés em meu rosto. E fui atrás disso.
Um pouco irritado com o deboche e sabendo exatamente o que queria fazer, eu tirei suas pernas do meu colo. Peguei os travesseiros e arrumei na cabeceira da cama para que ele pudesse recostar. Subi em seu colo e, enquanto ele tentava me beijar, desabotoei a sua calça e abri o zíper. Fui para a altura dos seus joelhos e comecei a tirar a calça. O caio me olhava espantado, mas mantinha o sorriso safado no rosto.
Tirei sua calça e observei atenciosamente suas pernas. E que pernas! Estavam mais fortes, grandes, coxas grossas, panturrilhas torneadas de um jogador e os velhos pelos clarinhos.
Ele não tirava os olhos de mim, nem piscava esperando o meu próximo movimento.
Observei que seu pau estava duro, quase saindo da cueca, e fiquei tentado a ir até lá conferir tudo de perto. Mas mantive a minha prioridade do momento. Os pés do Caio.
Sentei na ponta da cama, peguei seus pés e os coloquei em meu colo. Logo comecei a massagear com firmeza o seu pés direito.

— Melhor agora sem a calça?
— Bem melhor. E com essa massagem vai ficar tudo quase perfeito.
— Quase? O que falta para ficar tudo perfeito?
— Duas coisas passam pela minha cabeça agora. Posso ser bem sincero e direto?
— Deve.
— Meus pés na sua boca. Sexo com você.

Disse isso e ficou me observando. Eu não reagi. Ele então levantou a perna esquerda e encostou a sola do seu pezão 43 em meu rosto. Sola larga, quente e macia tomando meu rosto.

— Como nos velhos tempos, Nino. Você sabe o que fazer. Beija!

Ele esfregou a sola em mim e ainda bateu em minhas bochechas com aquele pezão. Eu estava em êxtase!
O que estava tão bom ficou melhor ainda quando o Caio levantou a outra perna e cobriu meu rosto todo com seus pés. Depois abriu minha boca com seus dedões e eu, finalmente, pude matar a saudade de chupa-los.
Beijei e lambi toda a sola, calcanhar e os dedos dos pés do Caio. Ficamos curtindo isso por um bom tempo. Ele estava excitadíssimo. Quando não aguentamos mais de tanto tesão começamos a transar e foi muito bom. Prazeroso como na adolescência e um pouco mais... Selvagem (acho que é a palavra).
Terminamos no chão do quarto, pelados, molhados de suor e bem cansados.

— Queria me matar, Guri?
— Não! — Sorri. Ele parecia estar mesmo meio morto no momento.

Depois de um tempinho deitados no chão, olhando para o teto do quarto e conversando, fomos tomar banho.
Ao sair do banho conversamos sobre como seria se voltássemos a namorar. E ao contraio do esperado a conversa foi bem descontraída e espontânea. Logo chegamos a conclusão de que talvez fosse melhor não complicar. Namoro a distancia nunca foi a nossa praia.
Então combinamos de aproveitar o fim de semana e qualquer outro momento que tivéssemos juntos. Priorizando sempre a amizade e toda a química que rola entre a gente.

E o dia só estava começando. Eu fui para o trabalho e o Caio foi fazer o check-out no hotel. 
Ainda tínhamos vários quilômetros para percorrer no fim do dia.
***
Quilômetros que nos levaram para nossa cidade natal e para mais alguns momentos de tesão e prazer.
No carro, no futebol, no chão, na cama...

23 comentários:

  1. Valeu a espera. Enfim, vocês adultos. Gostei demais, Nino. Eu grudaria no Caio e não largava mais.
    Parabéns pelo texto. E só pra lembrar, você ainda deve o João aquele lance dos seis pés!
    Ah, obrigado por compartilhar um pouco de você com a gente!
    Grande abraço!

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    1. Grande, Miguel! Que bom que curtiu, amigo.
      O que aconteceu com o João é uma situação diferente dos "6 pés" que comentei contigo. Hahaha Olha a confusão! Vou postar aqui sim. Obrigado e um abraço!

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  2. *deve o relato do João é aquele lance dos 6 pés.

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  3. Finalmente hehe.
    Ninão, eu li seu relato de pau duro, o tempo todo. Bati uma e dei uma boa gozada. Muito bom.

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    1. Valeu, Dan! Que bom que curtiu assim. Hahaha
      Obrigado. Abraço!

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  4. Tesão é a palavra mesmo. Texto, fotos... Tudo muito bom!
    Esse final me deixou imaginando mil possibilidades e quando reparei nas ultimas fotos... tudo se encaixou. Minha imaginação foi a mil.

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    1. "Anonimo conhecido" hahaha se revele, homem!
      Obrigado!

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  5. Meu, que obra. Amei amei amei. Parabéns Ninao.
    Meus pés suaram com esse texto maravilhoso.

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  6. Melhor conto que eu já li na vida! Quem dera eu ter um Caio na minha vida kkk

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  7. Querido Nino,
    Adorei sua postagem.
    Pena que não existe mais os Contos da GMagazine.
    Você escreve muito bem!
    Continue nos apreciando com mais histórias!
    Um grande beijo nos pés!
    PS: Também adoro um pezão grande, rosado e macio. Pés e solas me deixam hipnotizado.

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    1. Obrigado, Chris! Tem mais relatos chegando. Grande abraço!

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  8. Shippo Nino e Caio foreveeeer. Esses contos são bastante exitantes, parecem um pouco com a minha historia hehehe, se um dia tomar coragem, conto para vc. Parabéns Nino, beijo nos pésss

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  9. Adorei , melhor conto que ja li, muito bom, poste logo o do João plz

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  10. Nino, eu to emocionado com a sua história. Você escreve muito bem mesmo. Sempre que vejo textos podólatras, eles tem como intenção apenas transmitir tesão. Mas o seu o mistura com amor, muito amor, amor verdadeiro entre os dois, que deixa o leitor com eriçado e suspirando, romanticamente, ao mesmo tempo. Linda, bela escrita. Muito obrigado pelo tempo nos proporcionou dividindo essa sua experiência de vida.
    Espero que sejam absurdamente felizes!

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    1. Oh, querido, que bom que gostou de ler.
      Muito obrigado!

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  11. Parabéns pelo conto e pela linda experiência, nunca cheguei a uma oportunidade assim, muito bonita sua história, você ainda tem contato com ele? Abraço e felicidades sempre

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  12. Parabéns pelo blog, muito excitante ��

    Sou de brasilia 20 anos
    Adoro ter os pés lambidos ou massageados hehehe
    (61)85371161
    Adiciona ae e vamos conversar hehehe

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  13. Nino continua por favor, e seu blog é ótimo Parabéns.

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  14. Oi por acaso o calcanhar esquerdo do Caio era duro

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  15. Meu primo tem as solas dos pés, ásperas e gostosas ao mesmo tempo.
    Um dia ele estava dormindo, com o pé direito pra fora, encostei no pé dele tirei o short e deitei no chão e encostei meu pau no pé dele, e esfreguei um pouco pra ver se ele acordava como ele tinha bebido esfreguei mais era tanto tesão ai esfregava ai ele mexeu os pés como se estivesse arrumando ai deixei pra ver, ai continuei foi tão gostoso gozei naquela sola áspera.
    Mais foi umas tres vezes sempre que vou lá gozo no pé dele.

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  16. Meu primo tem as solas dos pés, ásperas e gostosas ao mesmo tempo.
    Um dia ele estava dormindo, com o pé direito pra fora, encostei no pé dele tirei o short e deitei no chão e encostei meu pau no pé dele, e esfreguei um pouco pra ver se ele acordava como ele tinha bebido esfreguei mais era tanto tesão ai esfregava ai ele mexeu os pés como se estivesse arrumando ai deixei pra ver, ai continuei foi tão gostoso gozei naquela sola áspera.
    Mais foi umas tres vezes sempre que vou lá gozo no pé dele.

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  17. Nino! Amei a história! Muito obrigado por me proporcionar isso, só tem 3 post mesmo? Ou tem mais algum? Grande abraço...

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